Pesquisa revela que mulheres inovaram mais que os homens na pandemia

Foto por fauxels em Pexels.com

Percentual de empreendedoras que vendem pela internet, fazem uso das redes sociais, inovam em produtos e serviços é superior ao de empresários do sexo masculino

Livia, 40, usou seu talento como designer para investir na sua papelaria artesanal e passou a vender seus produtos online. Com o incentivo de amigos, Maria Isabel, 36, se reinventou e passou a comercializar doces, bolos e geleias nas redes sociais. Carolina, 25, descobriu o site de classificados online, VIVALOCAL, e passou a oferecer seu serviço como massoterapeuta. Muitos negócios brasileiros foram afetados pela crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus. Apesar disso, a forma com que cada pessoa ou empresa lidou com a crise foi diferente.Analisando pequenos negócios fundados por homens e mulheres, uma pesquisa do Sebrae com a Fundação Getulio Vargas (FGV), feita entre os dias 27 e 31 de agosto, mostra que as empreendedoras foram mais ágeis na hora de implementar inovações a seus negócios. De acordo com o levantamento, a maioria das mulheres (71%), faz uso das redes sociais, aplicativos ou internet para vender seus produtos. Já o percentual de homens que utilizam essas ferramentas é bem menor: 63%. Essa vantagem das mulheres diante dos empresários também foi verificada no uso do delivery e nas mudanças desenvolvidas em produtos e serviços.

A pesquisa revelou que a maioria dos empresários registrou uma diminuição do faturamento mensal, a partir do início da pandemia, com uma situação ligeiramente pior para as mulheres (78%), em comparação com os empresários do sexo masculino (76%). Por outro lado, elas passaram – por força das medidas de isolamento social – a utilizar mais as vendas online do que os homens (34% delas contra 29% dos empreendedores). As mulheres donas de negócios também inovaram mais na oferta de seus produtos e serviços (11%) contra 7% dos homens; e usaram mais os serviços de delivery (19%), enquanto 14% dos empresários passaram a adotar essa mesma estratégia.

Para Sebrae, esse fenômeno pode ser explicado – em grande parte – graças ao nível de escolaridade das mulheres empreendedoras: 63% delas têm nível superior incompleto ou mais, contra 55% dos homens com esses mesmos níveis de escolaridade. Outra possível explicação pode estar no fato do percentual de mulheres jovens empreendendo ser maior do que o de homens (24% delas têm até 35 anos contra 18% deles).

Dívidas, crédito e futuro

Ainda de acordo com os dados da pesquisa, as mulheres têm se mostrado menos propensas a buscar crédito no mercado. Segundo a pesquisa do Sebrae com a FGV, desde março, 54% dos empreendedores do sexo masculino buscaram crédito. Entre as mulheres, a proporção é praticamente oposta: 55% delas não buscaram empréstimos.

Mas em relação ao sucesso daqueles empreendedores que buscaram, quase não houve diferenças entre os gêneros: apenas 22% dos homens e 23% das mulheres que buscaram crédito conseguiram o dinheiro. A maior parte (22% dos homens e 17% das mulheres) alega que o banco não informou qual foi o motivo para a não concessão de crédito. Outra parte expressiva (16% dos homens e 17% das mulheres) dos entrevistados disse que a razão foi o CPF negativado ou com restrição.

Outra diferença grande de comportamento entre homens e mulheres empreendedores é em relação a dívidas. Enquanto a maior parcela dos empresários (37%) tem dívidas/empréstimos em dia, a parcela mais representativa das mulheres é aquela que afirma não ter dívidas (36%).

Dados da pesquisa apontam que apenas uma minoria dos empresários (8%), de ambos os sexos, disse que demitiu nesse período de crise, com os homens tendo demitido, em média, três funcionários e as mulheres, dois. A maior parte dos empresários, em ambos os sexos, não tomou nenhuma medida em relação aos funcionários. Entre os que adotaram, 32% das mulheres optaram por suspender o contrato de trabalho, enquanto 27% dos homens também fizeram isso.

Em relação ao futuro, os dois grupos de empreendedores acreditam que a situação econômica do Brasil deve voltar ao normal em 11 meses. Sobre seus negócios, as mulheres estão mais pessimistas. Apesar de 76% delas terem retomado as atividades, 68% acreditam que menos da metade dos clientes voltarão em 30 dias. Entre os homens, 61% acreditam nessa projeção.

Fonte: Administradores

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