Mais estudo, mais salário

Pessoal assalariado com nível superior em empresas e outras organizações cresce 53,8% entre 2009 e 2017

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, o número de empresas e outras organizações no país caiu 0,4%, em 2017, o que representou a redução de 21,5 mil, em um universo de mais de 5 milhões em atividade.

Essa é a menor quantidade de empresas desde 2009, quando totalizavam cerca de 4,8 milhões. Por outro lado, o pessoal ocupado assalariado cresceu 1,2%, o que equivale a 550,7 mil pessoas a mais, totalizando 51,9 milhões, com destaque para os aumentos de pessoal em saúde humana e serviços sociais (390,0 mil pessoas) e Educação (247,4 mil pessoas).

Já as maiores perdas no ano ocorreram na Construção (menos 149,4 mil pessoas) e Outras atividades de serviços (menos 66,2 mil pessoas). Já os sócios e proprietários diminuíram em 0,3% (22,6 mil pessoas).

Os salários e outras remunerações pagos totalizaram R$ 1,7 trilhão, sendo o salário médio mensal de R$ 2.848,77, crescimento de 4,9%, em termos reais. Os maiores salários médios foram pagos pelos setores de Eletricidade e gás (R$ 7.643,38), enquanto os menores foram por Alojamento e alimentação (R$ 1.476,34).

Em 2017, o pessoal ocupado assalariado era composto por 55,4% de homens e por 44,6% de mulheres. O aumento de pessoal ocupado assalariado foi de 1,7% entre as mulheres e de 0,9% entre os homens. Por nível de escolaridade, 77,4% do pessoal ocupado não tinham nível superior, enquanto 22,6% tinham.

Em comparação com 2016, o pessoal assalariado com nível superior aumentou 5,6%, enquanto o pessoal ocupado sem nível superior permaneceu praticamente estável. Entre 2009 e 2017, o pessoal ocupado assalariado sem nível superior aumentou em 3,8%, enquanto o pessoal com nível superior cresceu 53,8%.

Os aumentos do salário médio, entre 2016 e 2017, foram mais expressivos entre as mulheres (5,7%), do que entre os homens (4,4%); e entre o pessoal com nível superior (3,7%) do que sem nível superior (3,5%).

Com isso, o salário médio do pessoal com nível superior (R$ 5.832,38) foi quase o triplo do pessoal sem nível superior (R$1.971,82).

Em termos de salários mínimos, o salário médio era de 3,3 salários entre os homens e de 2,7 entre as mulheres, e de 2,1 salários mínimos entre as pessoas sem nível superior e 6,2 salários mínimos entre aqueles com nível superior.

Pessoal assalariado feminino cresceu quase o triplo do masculino entre 2009 e 2017

Em 2009, os homens representavam 58,1% do pessoal ocupado assalariado. A sua participação foi se reduzindo a cada ano, atingindo 55,4% em 2017, o que significa uma queda de 2,7 p.p. no período.

Isso ocorreu porque, em termos relativos, o pessoal assalariado masculino cresceu 6,8%, enquanto o feminino, 19,4%, ou seja, quase o triplo. Ressalta-se, ainda, que, do saldo de 4,9 milhões de novos postos de trabalho assalariados no período de 2009 a 2017, 3,3 milhões (67,3%) foram ocupados por mulheres, e 1,6 milhão (32,7%), por homens.

Pessoal assalariado com nível superior subiu 53,8% entre 2009 e 2017

Considerando-se a escolaridade, existe uma forte prevalência de pessoas sem nível superior no total do pessoal ocupado assalariado das organizações brasileiras, contudo tem ocorrido uma redução contínua da sua participação, que passou de 83,5%, em 2009, para 77,4%, em 2017, ou seja, uma diminuição de 6,1 p.p.

Isso se deve às diferentes taxas de variação desses grupos: o pessoal ocupado assalariado sem nível superior cresceu 3,8%, enquanto o pessoal com nível superior subiu 53,8%. Além disso, do saldo de 4,9 milhões de novos postos assalariados, 3,6 milhões (73,6%) foram ocupados por pessoas com nível superior, e 1,3 milhão (26,4%), por pessoas sem nível superior.

Sendo assim, o total de pessoas ocupadas com nível superior completo nas organizações brasileiras passou de 6,6 milhões, em 2009, para 10,2 milhões, em 2017. Com esse crescimento, a sua participação passou de 16,5% para 22,6%.

Embora as dificuldades não sejam poucas, estudar faz a diferença na carreira de qualquer trabalhador, empreendedor, freelancer, entre outras formas atuais de ocupações.

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