Almoço equivale a um terço do salário do trabalhador brasileiro

Pesquisa mostra que comer fora de casa consome R$ 766,00 por mês, o que corresponde a 34% do salário médio nacional

Destaques

  • Aumento do preço médio abaixo da inflação não diminui gasto do trabalhador com almoço.
  • Pesquisa foi feita em 51 cidades brasileiras em estabelecimentos comerciais que aceitam voucher refeição como forma de pagamento.
  • Sudeste é a região mais cara e o Nordeste a mais barata para almoçar fora de casa. Preços do Nordeste apresentaram deflação no último ano.
  • Almoço do trabalhador é mais caro em Florianópolis (SC) é mais barato em Diadema (SP).
  • Preços variaram muito de cidade para cidade, de acordo com a realidade econômica local.
  • Apesar dos custos, trabalhador tem privilegiado menor preço ao mesmo tempo em que está buscando por alimentação mais balanceada.

São Paulo, 23 de abril, de 2019 – A pesquisa “Preço Médio da Refeição Fora do Lar”, realizada anualmente pela ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador, constata que o trabalhador desembolsa, em média, R$ 34,84 por dia para almoçar fora de casa. O volume mensal representa R$ 766,00, o que corresponde a 34% do salário médio do brasileiro que é R$ 2.285,00, segundo o PNAD/IBGE (no quarto trimestre de 2018). O estudo da ABBT foi feito em 22 Estados e no Distrito Federal, num total de 51 municípios, e coletou quase 6,2 mil preços de pratos, no período de dezembro de 2018 a fevereiro de 2019.

Os dados foram apurados para a entidade pela GS & Inteligência, empresa do Grupo Gouvêa de Souza. Foi considerado o preço da refeição composta por: prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café, na hora do almoço, em estabelecimentos que aceitam o benefício refeição. “O estudo é um termômetro importante que auxilia as empresas a ponderar sobre o valor do auxílio concedido ao trabalhador. Além disso, serve como referencial para garantir que os empregados possam ter acesso a refeições de qualidade, nutritivas e equilibradas”, afirma Jéssica Srour, diretora-executiva da ABBT.

Resultados da pesquisa – A pesquisa retrata os preços médios da refeição nas cinco regiões brasileiras. O Sudeste tem o almoço mais caro e o Nordeste o mais barato. O Nordeste apresentou deflação nos preços de 2017 para 2018. Veja os valores médios do almoço por região:

 

 

2017

2018

Variação

BRASIL

34,14

34,84

2,1%

SUDESTE

34,49

35,72

3,6%

SUL

33,48

34,18

2,1%

CENTRO-OESTE

32,87

35,16

7,0%

NORTE

32,77

33,74

3,0%

NORDESTE

33,39

32,66

-2,2%

Os preços da alimentação variam muito de cidade para cidade e refletem a realidade econômica local. Algumas capitais tiveram reajuste de preços bem acima da inflação, que foi de 3,75% em 2018, de acordo com o IPCA/IBGE. É o caso de Palmas (TO) e Campo Grande (MS). Já outras capitais apresentaram deflação como Aracaju (SE) e Teresina (PI) (veja tabela abaixo). “É importante ressaltar que a pesquisa é um retrato do momento avaliado. As oscilações podem mostrar reposição de perdas nos anos anteriores ou acomodação dos valores de acordo com o momento econômico vivido em cada município”, comenta Jéssica. Veja a variação de preços por capitais brasileiras e Distrito Federal:

BRASIL

34,14

34,84

2,1%

Florianópolis

40,85

43,35

6,1%

Palmas

30,83

42,79

38,8%

Vitória

36,45

42,54

16,7%

Rio de Janeiro

38,97

39,74

2,0%

Brasília

34,78

37,14

6,8%

Salvador

34,78

36,62

5,3%

Aracaju

39,43

36,26

-8,0%

São Luís

35,81

34,90

-2,5%

Campo Grande

26,23

34,70

32,3%

São Paulo

34,33

34,58

0,7%

Natal

36,15

32,80

-9,3%

Fortaleza

32,04

32,49

1,4%

Belém

28,27

32,44

14,7%

Porto Alegre

31,59

32,05

1,5%

Cuiabá

31,64

31,59

-0,2%

Maceió

32,43

31,37

-3,3%

Teresina

34,26

31,36

-8,5%

Goiânia

30,81

31,13

1,0%

Belo Horizonte

30,79

31,10

1,0%

Curitiba

32,83

30,61

-6,8%

João Pessoa

33,41

30,58

-8,5%

Manaus

35,42

30,17

-14,8%

Recife

31,65

29,70

-6,1%

Pelo segundo ano consecutivo, Florianópolis (SC) se mantém como a cidade mais cara para almoçar: R$ 43,35; enquanto Diadema (SP) é onde o trabalhador gasta menos em comparação a outros municípios: foi a cidade mais barata, com preço médio de R$ 28,85, em 2018. Acompanhe os destaques com os maiores e menores preços em algumas cidades pesquisadas:

 

Cidade Refeição Completa
Florianópolis (SC)

R$ 43,35

Serra (ES)

R$ 43,21

Palmas (TO)

R$ 42,79

Vitória (ES)

R$ 42,54

Niterói (RJ)

R$ 40,08

Vila Velha (ES)

R$ 39,85

Rio de Janeiro (RJ)

R$ 39,74

Santo André (SP)

R$ 38,98

Campinas (SP)

R$ 37,81

Barueri (SP)

R$ 37,59

Média Nacional

R$ 34,84

Belo Horizonte (MG)

R$ 31,10

Jaboatão dos Guararapes (PE)

R$ 30,91

Curitiba (PR)

R$ 30,61

João Pessoa (PB)

R$ 30,58

São Bernardo do Campo (SP)

R$ 30,46

Manaus (AM)

R$ 30,17

Nilópolis (RJ)

R$ 30,16

Guarulhos (SP)

R$ 29,96

Recife (PE)

R$ 29,70

Diadema (SP)

R$ 28,85

Apesar de o aumento do custo no preço dos alimentos ter sido o principal responsável pela inflação de 3,75% no ano passado, de acordo com o IPCA/IBGE (a alta dos alimentos alcançou 4,04%), os estabelecimentos comerciais praticaram reajuste médios menores:2,21% no período pesquisado. “Nossa percepção é a de que os estabelecimentos optaram por elevar menos os preços do cardápio para reter seus clientes”, pondera a diretora-executiva da ABBT.

Alimentação saudável – Esta edição da pesquisa ABBT aponta que, para equilibrar os gastos, o trabalhador optou por restaurantes com preço mais acessível, mas sem deixar de lado a preocupação com uma alimentação equilibrada. A maioria dos restaurantes pesquisados registrou aumento na procura por produtos mais saudáveis, como verduras e legumes (55%) e sucos naturais (60%).

Atualmente cerca de 17 milhões de trabalhadores têm acesso aos benefícios refeição e alimentação, sendo que 80% possuem renda até cinco salários mínimos. O setor engloba as empresas operadoras do segmento de cartões refeição e faz parte do PAT – Programa de Alimentação ao Trabalhador do Governo Federal, criado por lei em 1976, que completa 43 anos em abril: “Antes do PAT, uma parcela expressiva da população era avaliada em estado de desnutrição e subnutrição, o que influía no baixo rendimento. O programa evoluiu e atualmente é um instrumento de desenvolvimento econômico e social”, destaca a diretora-executiva da ABBT.

Metodologia da pesquisa – A pesquisa avaliou os valores praticados pelos restaurantes, lanchonetes e padarias em quatro categorias: comercial (estabelecimentos com serviço mais simples e que serve o popular “prato feito”), autosserviço (sistema self-service por quilo ou buffet a preço fixo), executivo (oferece  opção de prato do dia com desconto em relação aos demais apresentados no menu)  e a la carte (ambiente mais sofisticado onde o consumidor escolhe o prato que será preparado na hora).

Sobre a ABBT – Fundada em 1981 com o nome de ASSERT – Associação das Empresas de Refeição e Alimentação -, em junho de 2017 a entidade ampliou seu escopo de atuação e mudou o nome para ABBT – Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador. Com isso, ampliou seu foco e, além dos  benefícios alimentação e refeição, passou contemplar também o vale-cultura. Atualmente, conta com 16 associados que representam mais de 90% das operações do setor.

Fonte: ABBT Comunique-se

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s