Ao procurar um emprego, avalie a empresa e não apenas o cargo

Se você busca uma recolocação profissional, conquistar o primeiro emprego ou deseja mudar de empresa, função ou área profissional, é mais importante analisar se a empresa combina com você do que apenas avaliar se possui as experiências exigidas no anúncio da vaga.

Talvez já tenha passado por isso ou, pelo menos, conhece uma pessoa que achou que havia encontrado o trabalho da sua vida, pois possuía todas as experiências exigidas na função, a graduação esperada e, até mesmo, os cursos ou idiomas desejados, mas, poucos meses depois, o trabalho ideal se tornou um inferno. A pessoa não aguenta mais trabalhar, tem ficado doente frequentemente e tudo parece dar errado no emprego.

Este é um dos grandes erros dos candidatos ao buscar um novo emprego. Aceitar qualquer proposta, função e empresa é uma decisão válida apenas para quem está disposto a qualquer consequência. Em muitos casos, atitudes assim levam o candidato a construir um perfil profissional inconsistente, com atuações em inúmeras empresas, funções diferentes e todas com períodos muitos curtos de trabalho que impedem um aprendizado adequado.

Entendo que em momentos de crise é difícil filtrar as opções. Os candidatos acabam aceitando qualquer oportunidade, pois ficam assustados com o cenário. Porém, lembre-se que o seu histórico profissional não pode ser reescrito, você não pode, simplesmente, apagar uma experiência profissional do seu currículo, muito menos anos de escolhas profissionais que não agregaram para a sua carreira.

Como você é responsável pela sua carreira (e por qualquer outro aspecto da sua vida), avaliar os riscos das suas escolhas é fundamental. Estude as empresas antes de se candidatar às vagas. Se os recrutadores informarem o nome da empresa apenas na entrevista, guarde este nome e estude-a assim que chegar em casa. O processo seletivo é uma via de mão dupla onde o recrutador avalia os candidatos mais talentosos e o candidato deve avaliar a empresa para saber se há identificação com o perfil e o ambiente de trabalho que deseja para entregar o seu melhor.

Esta análise pode ser mais simples que você imagina. Procure no site da empresa que deseja trabalhar as informações sobre visão, missão e valores. Com estes dados você entenderá o perfil da empresa e o que ela espera dos seus colaboradores. Depois pergunte-se: “Eu trabalharia por 20 anos em uma empresa com estas ideias de forma motivada e feliz, superando os desafios diários propostos e obtendo realização profissional?”

Talvez você tenha dificuldades em responder esta pergunta de imediato, mas é essencial que reflita sobre ela até ter a resposta. Responder esta pergunta para diferentes estilos de empresa te ajudará a praticar esta análise. Portanto, você pode fazer isso com qualquer empresa que conheça, mesmo que ela não tenha uma vaga em aberto, para que aprenda a avaliar. Assim, quando tiver a vaga em aberto você será capaz de avaliar com maior rapidez e segurança!

O livro “Recruitor Die: How

Any Business Can Beat the Big Guys in the War for Young Talent” de Chris Resto, Ian Ybarra e Ramit Ybarra, mostra que as organizações conseguem recrutar e manter os melhores profissionais, pois sabem vender a empresa no processo seletivo, onde outras empresas insistem em apresentar a posição em aberto aos candidatos. As melhores empresas sabem que para selecionar os melhores profissionais precisam identificar quais deles pensam da mesma forma que a empresa, contribuindo para o negócio constantemente.

Vale lembrar que o processo de construção de carreira deve ser feito constantemente, principalmente quando já está empregado, entendendo, avaliando e planejamento possíveis mudanças para o futuro. Assim qualquer decisão quando estiver fora do mercado é mais simples. Agora, agir reativamente, como montar o seu currículo, avaliar as empresas com que se identifica e fazer treinamentos apenas quando está desempregado é como consertar um barco furado no meio do oceano, um que afunda de vez ou que você até chega no destino, muito tempo depois, exausto, e sem condições de aproveitar a viagem ou a estadia.

Autor: Allan Lopes

Fonte: Carreira & Sucesso

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