Processo às cegas para contratação de líderes

Simone Beier, diretora de RH da Cargill. Foto: Divulgação

Para eliminar o viés inconsciente e impulsionar a contratação de profissionais por suas qualificações e competências, empresa passou a contratar por meio do “currículo cego”

A Cargill passou a contratar profissionais para cargos de liderança por meio do “currículo cego”, para eliminar o viés inconsciente e impulsionar a contratação de profissionais por suas qualificações e competências. Com isso, a empresa pretende aumentar a quantidade de mulheres, negros, pessoas com deficiência e LGBTIs comandando
equipes, pessoas e negócios.

Para que o modelo seja adotado com sucesso na companhia, os gestores passam por treinamentos e participam de discussões sobre inclusão e diversidade. “É importante que os responsáveis pelas etapas seguintes estejam sempre abertos e focados em avaliar um candidato por suas qualificações, tentando desconstruir qualquer outro viés inconsciente”, ressalta Simone. A Cargill tem, hoje, no Brasil, três grupos focados em diversidade: AfroCargill; Mulheres Operando no Brasil; e o Pride Network.Na prática, serão omitidos na fase inicial de triagem dos currículos os dados pessoais dos candidatos, como gênero, idade e raça, sendo somente revelados na etapa de entrevistas pessoais. “É um processo que combate a discriminação ou pré-conceitos e possibilita a criação de uma equipe diversificada, deixando de lado possíveis julgamentos sexistas,
sociais ou raciais”, afirma Simone Beier, diretora de RH da empresa.

Primeiro passo no estágio

No Programa de Estágio 2017, a Cargill empregou diversas mudanças em seu processo seletivo. Para ter uma maior diversidade entre os estagiários, em linha com as diretrizes locais e globais, ficou definido que os candidatos não poderiam apontar onde estudam nos currículos, nem para os recrutadores durante a entrevista final. Isso fez com que houvesse uma independência em relação ao aluno e à reputação das universidades e os recrutadores puderam focar as habilidades apresentadas pelos estudantes.

O resultado foi a contratação de 40,1% de mulheres e três vezes mais estudantes de faculdades com classificação inferior a cinco ou quatro estrelas, segundo avaliação do MEC. “Queremos trazer uma nova personalidade para o corpo de funcionários da Cargill e, por meio dessas mudanças, acreditamos que ficará mais fácil buscarmos
profissionais que tenham as habilidades e competências que vão ao encontro da filosofia e da cultura da Cargill”, diz Simone.

*Conteúdo publicado na edição de novembro/2018, da Revista Melhor Gestão de Pessoas.

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